A voz disse pra eu correr pelo jardim...
Me sentei na pedra e deixei meus pés mergulhados no lago para que a correnteza levasse toda a minha angústia, meu medo, minhas dúvidas, tudo que me fizesse mal...
Do meu lado, havia lápis e papel e a voz voltou a falar. Pediu que eu escrevesse uma poesia, mas a única coisa que eu consegui fazer foi chorar. Um choro silencioso, calmo e tímido, com apenas duas lágrimas.
A voz disse que o nada também era poesia, mas aquelas duas lágrimas, eram tudo...