domingo, 24 de outubro de 2010

Ah, o mundo irreal...

Nunca me perguntei se eu tinha medo, talvez porque eu nunca tive medo. Mas porque eu deveria ter?
Agora, me fiz essa pergunta: "Do que eu tenho medo?" E por mais que eu pense, eu não tenho medo, nem um possível medo. Eu nunca senti medo, e talvez por isso eu tenha me dado tão mal, porque as vezes, o medo é o que nos faz recuar, e lá no final, nós percebemos o quando ía ser ruim se tivessemos ido adiante. Mas pode ser ao contrário. Mas o que é mais fácil de acontecer? Acho que não preciso nem responder... E o que eu quero? O que eu quero da minha vida? O que eu sempre quis? Qual é o meu sonho? Sonho, ah, sonhos... Não digo aquele sonho do que vamos ser quando crescer, falo sobre outros sonhos, os mesmos sonhos que me prenderm num mundo irreal, o mesmo sonho que me confunde a cada dia, que não me deixa viver somente no mundo real. É nesse mundo que eu deveria pensar antes de dormir, é nesse mundo onde eu deveria passar a maior parte do meu tempo. Onde esses sonhos irreais vão me levar? Se é que eles vão me levar a algum lugar. Se me levarem, vai ser pra algum lugar onde eu não conheça, talvez o meu subconsciente. E até agora, eu não sei realmente o que eu quero, logo eu, uma pessoa tão decidida. Poisé, esse mundo irreal acaba comigo. Um mundo que eu criei há um tempo atrás, onde é tudo tão perfeito, que fica difícil de sair de lá. E as vezes eu acho que eu não quero sair de lá. Besteira. Já está mais do que na hora de sair de lá, mas é tão tentador, tão tentador, que a única saída que eu encontrei, foi sentar lá em baixo daquela árvore grande, e esperar alguém. Alguém que me tire desse mundo perfeito, que me mostre o quanto a perfeição do mundo irreal é chata. Se bem que eu já sei que é, mas preciso de uma coisa, hmmm, mais concreta(?) rs. Porque na verdade, nunca conseguimos sair desse mundo que criamos sozinhos, sempre precisamos de alguém, sempre. Nada nessa vida se faz sozinho. Porque o único que pode fazer isso é o amor. O amor que vem de outra pessoa, aquela que vai te tirar desse mundo chato e perfeito. Ser perfeccionista é chato, porque como o mundo é irreal, ele vai ser perfeito demais. E eu não quero isso. Opa, parece que já sei o que eu quero....

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O medo do amor.

"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo. (Martha Medeiros)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estamos predestinados a perder quem amamos.

"Olhe, não fique assim não vai passar. Eu sei que dói, é horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo: arde, depois passa. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta as dores da vida. Pense assim: agora está insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou, agora já são dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que há duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já está lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo para ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque para viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado para trás, cai. Dói, eu sei como dói. Mas passa. Está vendo a felicidade ali na frente? Não, você não está vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la para trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar. " (Antônio Prata)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Maybe, I need someone.

Todo mundo procura algo na vida, em outra pessoa. Algo que a complete, que a faça bem. Também procuro isso, mas é o de menos. O que eu procuro mesmo é fazer uma troca. Mas uma troca mesmo. Mas uma troca sem que você perceba, uma troca pura, uma troca sem ter que implorar. Quero trocar amor, pelo amor. Porque eu tenho tanto amor dentro de mim, preciso dar ele pra alguém. Mas também quero receber amor em troca. Já estou cansda de trocar amor pela dor. Se for assim, não quero fazer troca nenhuma, dói demais.
Então, vamos fazer uma troca?

sábado, 2 de outubro de 2010

Pessoas.

As pessoas me assustam. Ainda mais quando acabo de conhece-las. Elas são tão sorridenes, estão tão dispostas a nos conquistar. Contam piadinha, dão risadinhas de tu que falamaos. Algumas, são tão fofas. Tenho medo. Ninguém sabe quando é real ou não. Tenho medo porque não sei quem são. Tenho medo do efeito que elas podem causar em mim. Não sei o quanto posso confiar nelas. Não sei até que ponto esse sorriso é verdadeiro. Isso machuca. Pessoas desconhecidas podem nos machucar. Prefiro as que eu já conheço. Pois as conheço muito bem.








"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."  (Clarisse Lispector)